A mesa 8 da FLIP, Sentidos da transgressão, reuniu duas distintas damas: a escritora irlandesa Edna O’Brien, entrevistada pela presidente e fundadora da FLIP, Liz Calder. Apesar da produção focada nos romances, foi poesia que o público pôde observar em seus gestos delicados e fala ritmada, de elegância britânica que muito condiz com os 50 anos vividos na Inglaterra. Nascida em 1932, Edna abandonou a Irlanda na década de 1960, após ter seu livro de estreia, Coutry Girls, banido pela comunidade religiosa local em função da naturalidade com que as personagens discutiam suas vidas sexuais. O exílio, entretanto, não é visto com pesar pela escritora, que continua a ambientar as histórias em seu país natal. Autora de uma das mais respeitadas biografias de James Joyce, Edna referiu-se ao escritor em diversos momentos para explicar sua trajetória na literatura e seu processo criativo.
O universo feminino e, mais especificamente, a realidade de ser escritora e mulher, pontuou os principais temas da conversa. Para Edna, que foi casada apenas uma vez e teve filhos, a vida conjugal tradicional e a vida de escritora são, de certa forma, inconciliáveis. Entretanto, são os filhos, diz, a razão por que mantém sob controle a loucura e a insensatez que a fazem escritora. Perguntada sobre o papel da paixão em seus romances, brincou: “Paixão? É dela que fui acusada”, em referência à censura dos livros. Séria, em seguida, concluiu: “É a paixão na vida que alimenta a paixão nas páginas”, conquistando, como esperado, longa sessão de palmas do público.
Questionada por Liz Calder, Edna encerrou a mesa recitando um poema que fez em homenagem ao presidente Barack Obama, a que chamou de “meteoro humano”
O universo feminino e, mais especificamente, a realidade de ser escritora e mulher, pontuou os principais temas da conversa. Para Edna, que foi casada apenas uma vez e teve filhos, a vida conjugal tradicional e a vida de escritora são, de certa forma, inconciliáveis. Entretanto, são os filhos, diz, a razão por que mantém sob controle a loucura e a insensatez que a fazem escritora. Perguntada sobre o papel da paixão em seus romances, brincou: “Paixão? É dela que fui acusada”, em referência à censura dos livros. Séria, em seguida, concluiu: “É a paixão na vida que alimenta a paixão nas páginas”, conquistando, como esperado, longa sessão de palmas do público.
Questionada por Liz Calder, Edna encerrou a mesa recitando um poema que fez em homenagem ao presidente Barack Obama, a que chamou de “meteoro humano”
Etiquetas: Edna O Brien, Liz Calder



julho 6, 2009 às 11:42 pm |
[...] apresentação feita por Ana Carolina Arantes Para Edna, que foi casada apenas uma vez e teve filhos, a vida conjugal tradicional e a vida de [...]