O ano de 2008, centenário da morte de Machado de Assis, é especial para a FLIPINHA. Ninguém melhor do que Machado, que inicia sua maturidade literária com Memórias póstumas de Brás Cubas e se despede com Memorial de Aires, para celebrar o tema central deste ano: a memória dos paratienses. Partindo do projeto de registro da memória oral da comunidade, o universo infantil, quase sempre imerso no presente, se volta às dimensões do passado.
O grande desafio – e o grande mérito – do Programa Cirandas de Paraty, desenvolvido pela Associação Casa Azul, é fazer um grande festival literário com a participação da comunidade. Milhares de alunos da rede pública do município produzem trabalhos inspirados nos grandes nomes e personagens da literatura. Este ano, com o tema da memória, a proposta se amplia um pouco mais: capacitação de jovens mediadores de leitura, aulas de literatura sobre Machado de Assis para todo o ensino médio, e ciclo de palestras, filmes e leituras para educadores e a comunidade, ações realizadas em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro.
O sucesso do projeto nesses cinco anos pode ser avaliado pela Biblioteca Azul, que hoje tem mais de 8 mil livros infantis, pela participação de quase 90% das escolas da rede pública, pela maturidade dos alunos em sala de aula e o consenso da população em valorizar o patrimônio da cidade. O resultado desse trabalho está na Tenda da FLIPINHA, nas ruas e praças de Paraty. |