• 28/11/2022

    • Flip+

      A floresta e a sobrevivência colaborativa | Flip+ Brazil Lab

      20h00

      Com Rob Nixon, João Moreira Salles

      João Biehl, professor de Antropologia em Princeton e diretor do Brazil LAB, media o evento.

       

      O sul-africano Rob Nixon é um dos pilares das “Environmental Humanities” e professor em Princeton; autor de livros muito importantes e reconhecidos globalmente no campo de meio ambiente e literatura (vide Slow Death and the Environmentalism of the Poor) e escreve frequentemente para o New York Times. João Moreira Salles é jornalista e cineasta e autor da série “Arrabalde” na piauí (baseada na sua recente viagem/pesquisa amazônica).

  • 30/11/2022

    • Flip+

      Tecendo sílabas de afeto | Flip+ SECEC

      14h00

      Com Marina Colassanti e Eliana Yunes

      Medição: Yke de Castro Leon

      Um texto é como um tecido: composto pelo remendo de várias sílabas. Escrever é como costurar: você enrola cada parte dos fios uma a outra, até poder visualizar o painel de letras e significados. Aquele que costura uma boa história mistura a técnica com o sentimento e a emoção. Cada sílaba é um pouco do autor que fica imortalizado na tecitura do tecido narrativo.  Esta mesa vai percorrer as jornadas afetivas de criação destas duas artesãs do texto, Marina Colassanti e Eliana Yunes, buscando similaridades, diferenças e, sobretudo, inspirações.

    • Flip+

      Traduzindo a floresta | Flip+ Brazil Lab

      16h00

      Flora Thomson-DeVeaux e Katrina Dodson

      Pedro Meira Monteiro, professor em Princeton, media o evento.

      Flora e Katrina são duas tradutoras consagradas internacionalmente. Katrina traduziu Clarice Lispector para a New Directions e está agora preparando uma nova tradução de “Macunaíma” ao inglês, pela mesma editora. Flora retraduziu as “Memórias póstumas de Brás Cubas” para a Penguin Classics e está agora traduzindo para o inglês a seção amazônica presente em “O Turista Aprendiz”, de Mário de Andrade, para a coleção Penguin.

  • 01/12/2022

    • Flip+

      O lugar da cultura na cidade de amanhã | Flip+ Embaixada da França

      16h00

      Mediação: Laura Belik

      Essa mesa de abertura procura pensar novos modos de pensar a cultura e os eventos culturais numa perspetiva mais inclusiva na cidade e sustentável, a partir de exemplos concretos e vanguardistas, na continuidade da FLIP que foi criada na cidade de Paraty. Com o arquiteto francês Matthieu Poitevin da agência Caractère Spécial, quem trabalhou para o incrível centro cultura da Friche la belle de Mai em Marselha na França, Gabriela Santoro, diretora-presidente do Instituto Periférico em Belo Horizonte e uma mediação da pesquisadora em arquitetura e urbanismo Laura Belik.

  • 02/12/2022

    • Flip+

      Natureza e Ancestralidade a partir dos quilombos de Mangaratiba | Flip+ Instituto Cultural Vale

      14h00

      Com Vânia Guerra e Vicente da Conceição Victor

      Mediação: Mirian Bondim

      A importância e o papel da natureza na cultura africana. O acolhimento por ela como caminho para a perpetuação dos territórios quilombolas de Mangaratiba, destacando semelhanças e diferenças nas relações estabelecidas entre os moradores das comunidade e o ambiente na qual estão inseridos.

      A imposição da diversidade ambiental no desenvolvimento cultural das duas comunidades quilombolas de Mangaratiba: Quilombo da Ilha de Marambaia, com forte presença da cultura caiçara e o Quilombo de Santa Justina e Santa Izabel, com forte presença da cultura rural.

      Todo território quilombola é área de preservação ambiental.

    • Flip+

      Arquiteturas Indígenas: inspirações para a cidade do amanhã | Flip+ Embaixada da França

      16h00

      Jerá Guarani e Casé Angatu Xukuru Tupinambá

      Mediação: Thiago Magri Benucci

      Uma conversa fundamental, entre a pedagoga Jerá Guarani (SP) e o historiador Casé Angatu (BA), mediada pelo arquiteto e antropólogo Thiago Magri Benucci, para pensar o futuro das cidades a partir das ciências e das tecnologias indígenas, em si simbióticas com o meio-ambiente e com a natureza.

  • 03/12/2022

    • Flip+

      Prêmio Choix Goncourt | Flip+ Embaixada da França

      11h00

      Participação de Pierre Assouline da Académie Goncourt

      Terceira edição do prêmio literário “Choix Goncourt du Brésil”, concedido a cada ano por um jurado de estudantes brasileiros, para um livro da última seleção do “Prix Goncourt” na França. Prêmio organizado, em 2021, com 11 universidades brasileiras, a Embaixada da França no Brasil e a Académie Goncourt em Paris. Proclamação do terceiro vencedor e conversa entre os estudantes do jurado e Pierre Assouline da Académie Goncourt.

       

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      Arquiteturas populares: as inspirações para as cidades do amanhã | Flip+ Embaixada da França

      16h00

      Tara Hill, Paola Berenstein Jacques e Tuca Vieira

      Mediação: Joice Berth

       

      Na esteira da exposição Casa Carioca no MAR em 2020-2021, o objetivo dessa mesa final é de pensar como as arquiteturas populares, vernaculares, brasileiras podem experimentar e ensinar para construir uma nova cidade, mais inclusiva e sustentável. Um encontro entre as arquitetas brasileiras Paola Berenstein Jacques e a francesa Tara Hill, o fotógrafo Tuca Vieira, com uma mediação da arquiteta, urbanista e curadora Joice Berth.

       

  • 04/12/2022

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      Como fazer a crítica da Arte Indígena Contemporânea | Flip+ seLecT

      11h00

      Com Denilson Baniwa, Lisette Lagnado

      Mediação: Renato Menezes

       

      Em crítica sobre Moquém_Surarî: Arte Indígena Contemporânea, publicada da seLecT Floresta, o historiador da arte Renato Menezes aponta que, na produção artística indígena, o objeto define-se menos em sua dimensão material do que no conjunto de relações que ele ativa e mantém. Pinturas, desenhos, objetos, ações e instalações do artista Denilson Baniwa sublinham a importância do passado como matéria de reflexão sobre o presente e de projeção do futuro, sempre orientados pelo respeito e reverência à tradição. Diante dessas especificidades, a mesa reúne Denilson Baniwa e a crítica de arte Lisette Lagnado para debater “Como fazer a crítica da Arte Indígena Contemporânea”.

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      Diversidade de saberes | Flip+ Museu da Língua Portuguesa

      14h00

      Manuela Carneiro e Isa Grinspum Ferraz

      O Brasil é um país de grande diversidade cultural, social e ecológica. Pela variedade de espécies animais e vegetais de seu território, figura com grande destaque no grupo de dezessete países megadiversos do planeta. Ao mesmo tempo, populações humanas de origens, culturas e sociedades diversas há muito coexistem aqui – mesmo que, frequentemente, de forma conflituosa -com seus saberes tradicionais e suas maneiras próprias de lidar com a natureza. E novas levas de imigrantes de todas as partes seguem aportando neste território, trazendo consigo conhecimentos e experiências que nos enriquecem ainda mais.

      O Brasil são muitos e essa multiplicidade de saberes é talvez um dos seus trunfos essenciais. Frente à crise ecológica planetária, à crise hídrica, ao aquecimento global e às mudanças radicais que isso vem provocando na vida humana e não-humana, que contribuições toda esse nosso imenso patrimônio e todos esses saberes que convivem aqui podem trazer para a conservação da biodiversidade e para uma vida mais saudável e justa?

      Quem estudou biologia sabe que o que dá força a uma espécie é a variedade. Isso se aplica também a uma sociedade. Quanto mais variedade uma sociedade é capaz de fazer existir, mais capacidade ela tem de enfrentar problemas que não pode prever. Um país é tanto mais rico, tanto mais capaz de fazer frente ao futuro, quanto mais diversidade e alteridade ele for capaz de absorver sem destruir.

      Hoje, apesar do Brasil se colocar mundialmente como um país exportador de produtos primários – vocação predatória colonial, sabe-se que o seu futuro está em outro lugar: é a sua imensa diversidade biológica e social que faz de nós um campo de grande potencial para a inovação de ponta e para a busca de novas maneiras de viver.

      Esta mesa do Museu da Língua Portuguesa na FLIP propõe uma reflexão sobre as contribuições dos saberes das diferentes populações tradicionais que vivem no Brasil para a preservação da biodiversidade e da sociodiversidade planetárias. Ela apresenta uma reflexão da antropóloga Manuela Carneiro da Cunha sobre a diversidade de saberes dos povos tradicionais e também com a exibição de pequenos videos contendo depoimentos de imigrantes de várias origens que vivem hoje na cidade de São Paulo. Eles falam sobre suas culturas e preparam pratos de suas culinárias tradicionais.

  • 05/12/2022

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      Seeds of change/Sementes de mudança | Flip+ seLecT

      11h00

      Maria Thereza Alves e Neide Antunes de Sá

      Mediação: Daniela Labra

       

      O domingo 5/12 será Lua Nova. Tomando emprestado o título da série de Maria Thereza Alves, Seeds of change (1999-em processo), esta mesa que acontece durante a Lua Nova promove um encontro entre mundos: a artista brasileira de carreira internacional convida Neide Antunes de S á, quilombola e residente em Ubatuba (SP), pesquisadora de plantas medicinais, para uma conversa sobre plantas, sementes e o engajamento crítico de ambas com suas histórias. A conversa terá mediação da crítica de arte Daniela Labra.

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      O sonho da terra e a terra do sonho: Aldeia-Escola-Floresta | Flip+ BDMG

      14h00

      Isael Maxakali, Sueli Maxakali e Rosângela de Tugny

      Mediação: Alexandre Nodari

       

      Os Tikmũ’ũn, mais conhecidos como Maxakali, sempre seguiram o caminho dos rios. Habitantes milenares das florestas que cobriam o leste do atual estado de Minas Gerais, foram expulsos do seu território tradicional durante séculos de invasões e de um implacável processo de dizimação. Vivendo em algumas das menores terras indígenas demarcadas no Brasil, de tempos em tempos, alguns grupos precisam deixar os limites das reservas em que foram confinados em busca de uma terra outra, hãmnõy, na língua Maxakali. Foi assim que, em 2021,, na madrugada do último dia 28 de setembro, retomaram uma terra da União na região de Itamunheque, na zona rural do município de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, em Minas Gerais.

       

      No novo território, o casal de professores, artistas e cineastas Isael e Sueli Maxakali, junto às lideranças locais e alguns apoiadores, idealizaram a criação da Aldeia-Escola-Floresta, um espaço de troca de saberes, reflorestamento, recuperação de nascentes e fortalecimento do complexo musical, ritual e cosmológico conhecido como yãmĩyxop.

       

      Na companhia de um grupo de desenhistas da Aldeia-Escola-Floresta, Isael e Sueli materializaram um pouco do sonho que vislumbram para o novo território, com desenhos, textos e imagens elaborados durante uma oficina realizada pelo BDMG Cultural em novembro. Todo o material está reunido no site aldeiaescolafloresta.org, que parte da retomada da terra para compartilhar com o público o sonho de retomada da floresta, da alegria das chuvas, dos peixes nos rios, os espíritos yãmĩyxop, preservados nos corpos e na memória Maxakali.

       

      Com a participação de Isael e Sueli Maxakali, Rosângela de Tugny,, Alexandre Nodari e mediação do etnólogo Roberto Romero, a mesa “O sonho da terra e a terra do sonho: Aldeia-Escola-Floresta”  é uma realização do BDMG Cultural para a Flip, com o intuito de partilhar e dialogar sobre a riqueza do projeto aldeia-escola-floresta e de tudo que ele complexifica e nos ensina sobre cultura, educação, natureza. Como nos aponta Isael: “Por que Aldeia-Escola-Floresta? Porque cada lugar da aldeia é uma escola. A floresta é uma escola. O rio é uma escola para nós.”